quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Continuação da série MISSIOLOGIA

Precisamos ter a visão de missões como a obra que exige prioridade - Caminhando para a Galiléia
(João 4.31-34), Jesus passa por Samaria e, enquanto seus discípulos saem a procura de pão, Ele faz
contato com uma mulher da aldeia samaritana. Para Jesus, descortina-se a possibilidade de salvar
aquele povo. Seus discípulos chegam e insistem que coma, mas mesmo cansado e com fome, Jesus
se recusa a comer e coloca o tipo de prioridade que deve caracterizar seus seguidores. Há uma obra
a realizar, e ela é mais importante do que qualquer outra coisa. Precisamos recuperar este sentido de
urgência na realização de Missões. O seu tempo é hoje.
Precisamos ter a visão de missões como o desafio de cada oportunidade (Jo 4.35) - Os discípulos
sabiam que levaria ainda quatro meses para chegar o tempo de colher aqueles cereais. No entanto,
Jesus lhes diz: "Levantem os olhos, pois há uma colheita a ser realizada imediatamente". Que acontece aos
frutos maduros que não são colhidos? Eles se perdem. É preciso aproveitar as oportunidades. Deus
tem criado condições favoráveis à pregação do Evangelho em diferentes partes do mundo. Há um
anseio pelas novas de salvação, e como estamos respondendo a estas oportunidades que não
sabemos até quando resistirão?
Precisamos ter a visão de missões como o meio de construir para a eternidade (Jo 4.36-38). - Aqui
há três situações possíveis quanto aos resultados imediatos (v. 36); os discípulos ceifariam o que
outros semearam e plantariam o que outros colheriam (v. 37 e 38). Mas a que tipo de resultado se
refere o texto? Ajuntar fruto para a vida eterna ou para o reino de Deus. Então, “realizar Missões é
conquistar vidas para o celeiro eterno de Deus”. Este é o único trabalho cujos resultados não são
transitórios. Porque fazer Missões e o meio principal de se construir para a eternidade.

O PAPEL DA IGREJA EM RELAÇÃO A MISSÕES
Avaliando a primeira multiplicação dos pães, no ministério de Cristo,
destacamos a insuficiência dos recursos humanos para saciar a fome da
multidão. Se compararmos a fome espiritual do mundo com os recursos
humanos que temos, nos perguntaremos de igual forma: "Como fazer
tanto com tão pouco?" Cada igreja existente sobre a terra pode ser
comparada àquele pequeno menino que tinha tão pouco, cinco pães e
dois peixinhos (Jo 6.9), mas que nas mãos do Senhor Jesus seria
multiplicado de tal forma a saciar tantos e ainda sobejar. Como Pode um
país pobre contribuir para evangelizar países ricos? Jesus não tinha em
mãos nada para usar até que o rapaz lhe pôs nas mãos tudo o que tinha e então o milagre aconteceu.
“Missões é um milagre de Deus” e só os que colocam nas mãos do Senhor os seus poucos recursos
é que se dão conta do milagre realizado. Os povos precisam de Jesus. Nós temos Jesus. Não temos
apenas migalhas, mas a graça infinita de Deus à nossa disposição (João 6.9).
“Missões é compartilhar” o pouco que você tem, cinco pães e dois peixes, com o Senhor Jesus que
pode multiplicar este lanche, tornando-o num verdadeiro banquete que pode alimentar milhões,
tornando-o num verdadeiro banquete que pode alimentar milhões que vivem sem Jesus.
“Missões é entrega de vidas sem reservas”, sem questionamentos e pondo toda a nossa confiança
no Senhor da Obra, que nos chamou para tão honrosa tarefa. Alguém poderia formular a seguinte
pergunta: "Há diferença entre Missões e Evangelização?" Responderíamos da seguinte maneira: o
plano de Deus para salvação do homem é constituído de três elementos - a mensagem, o meio
(recurso) e o processo (método). A mensagem e o Evangelho, o meio é Missões (enviar) e o processo
é a evangelização (proclamação). Em outras palavras, Missões e Evangelização não são coisas
distintas entre si, mas ações interligadas e integrantes do plano de Deus. A Evangelização é o ato de
proclamação da mensagem, a implementação de Missões.
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O que um homem espera de uma mulher de Deus- Felipe Heiderich