quinta-feira, 15 de outubro de 2009

As revistas de circulação nacional, inclusive as de moda e as que veiculam fotos de artistas, têm se utilizado de um artifício que é um verdadeiro “me engana que eu gosto“: o famoso Photoshop.

Com ele, as rugas somem, tornando até as octagenárias em verdadeiras porcelanas ambulantes. Estrias e celulites, que já começam a preocupar as adolescentes, somem rapidamente. As gordinhas, nada curvilíneas, vêem a parecer cinturinhas de pilão e barriguinhas chapadas, como que num passe de mágica.

Estranho é que muitas modelos e artistas consentem nesse artifício manipulativo propiciado pela computação.

Este mundo do Photoshop favorece as editoras de revistas, entretanto, as modelos/artistas que vendem uma imagem irreal de si, e quem a compra, podem fazer aumentar as filas nas salas de espera das clínicas de psicoterapia, talvez por viverem uma crise de identidade.

Não bastasse a maquiagem para ajudar a disfarçar as imperfeições e realçar o que há de belo, o Photoshop retrata o nível de exagero a que chegou a ditadura da beleza, por incentivar a venda de uma imagem completamente irreal.

Tenhamos, nós cristãos, cautela para que os artifícios do Photoshop não sejam utilizados em nossa vida espiritual, de relacionamento com Deus, com os nossos irmãos e com aqueles que ainda não conhecem o Evangelho.

Há muita gente vendendo uma imagem de perfeição, parecendo mais um “santarrão“, e impondo dogmas e ensinos que são mandamentos apenas de homens, que passam bem distantes das mensagens deixadas por Jesus e pelos apóstolos.

Para quem vive uma vida espiritual apenas de aparências, adverte Jesus: “Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens; como o lavar dos jarros e dos copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas”. (Marcos 7:8) … “Pois (estes) atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los” (Mateus 23:4).

Contra o farisaismo e o legalismo, o Apóstolo Paulo labutou tenazmente, como se depreende também da seguinte passagem bíblica: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo. Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão, e não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus. Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne” (Colossenses 1:16-23).

fonte: http://despertaigreja.com/

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O que um homem espera de uma mulher de Deus- Felipe Heiderich